Adalberto Costa Júnior em Benguela: O Abraço que Aquece a Alma no Rastro das Cheias
A província de Benguela, ainda a contabilizar os danos materiais e humanos causados pelas recentes e intensas chuvas, recebeu esta semana uma visita que fugiu ao protocolo rígido da política institucional. Adalberto Costa Júnior, líder da UNITA, percorreu as zonas mais afetadas, não apenas para avaliar a destruição, mas para exercer aquilo que definiu como o “dever de proteger”.
Em um cenário onde muitas famílias perderam o teto e os seus parcos pertences para a força das águas, a presença do líder da oposição foi marcada por gestos de profunda humanidade. Longe dos discursos em palanques, Adalberto foi visto entre os escombros e a lama, priorizando o contacto direto com as vítimas.
A Solidariedade como Arma Política e Humana
Para os observadores locais, o gesto de Adalberto Costa Júnior carrega um simbolismo duplo. Primeiro, o da solidariedade pura, manifestada no “aperto de mão que diz ‘não estás sozinho'”. Segundo, uma crítica implícita à morosidade das respostas estatais em situações de calamidade. Ao deslocar-se ao terreno, o líder da UNITA preenche um vazio de assistência emocional que muitas vezes é esquecido pelos planos de contingência técnica.
“Vim trazer a solidariedade na sua forma mais pura, aquela que se expressa no silêncio cúmplice diante de um pranto ou no aperto de mão que diz ‘não estás sozinho’.”
Durante as visitas, Costa Júnior sublinhou que a sua presença era uma expressão de “silêncio cúmplice diante de um pranto”, reforçando que, antes de qualquer ideologia, está o compromisso com a dignidade do cidadão angolano.
Benguela: O Apelo à Ação
Embora o foco tenha sido o conforto às famílias, a visita também serviu para expor a vulnerabilidade das infraestruturas da província. Adalberto Costa Júnior ouviu relatos de moradores que pedem mais do que ajuda imediata: pedem soluções estruturais para que a chuva não seja mais sinónimo de luto e desespero.
O líder da UNITA encerrou a sua passagem por Benguela com uma mensagem de esperança, reiterando que a proteção dos mais vulneráveis deve ser a prioridade máxima de quem se propõe a servir o povo. Numa altura em que o frio da perda assola muitas casas, o “abraço” de Adalberto em Benguela ressoou como um lembrete de que a política, na sua melhor forma, é feita de proximidade e empatia.