Mali: Ministro da Defesa é morto após confrontos entre exército e jihadistas
General Sadio Camara teria sido assassinado junto com familiares durante ofensiva coordenada em Bamako.
O ministro da Defesa do Mali, general Sadio Camara, foi morto no sábado após violentos confrontos entre forças do exército e militantes jihadistas ligados ao grupo JNIM, afiliado à Al-Qaeda. Segundo informações divulgadas pelo jornal francês Le Figaro, membros da família do general também morreram durante o ataque.
Os confrontos aconteceram na capital Bamako e em diversas regiões do interior do país. De acordo com o exército malinês, os ataques ocorreram de forma simultânea e atingiram pontos estratégicos ligados ao governo militar que controla o país.
Alvos estratégicos foram atingidos
Em comunicado, o grupo jihadista Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM) assumiu a autoria das ações e afirmou ter atuado em coordenação com a Frente de Libertação de Azawad (FLA), movimento separatista tuaregue.
Segundo os insurgentes, os ataques tiveram como alvo:
- Residência presidencial do Mali
- Quartel-general do Ministério da Defesa
- Aeroporto Internacional de Bamako
- Posições militares em outras regiões do país
A ofensiva é considerada uma das mais graves já registradas contra a junta militar nos últimos anos.
JNIM amplia influência no Sahel
Criado em 2017 a partir da união de vários grupos extremistas, o JNIM tornou-se uma das organizações jihadistas mais influentes do continente africano. O grupo é liderado por Iyad Ag Ghaly e vem expandindo sua presença por toda a região do Sahel.
De acordo com relatórios internacionais, o grupo representa atualmente uma das maiores ameaças à estabilidade regional, especialmente no Mali, Burkina Faso e Níger.
Histórico de ataques
Em setembro de 2024, o JNIM já havia reivindicado um grande atentado contra o aeroporto militar de Bamako e uma escola da gendarmaria, deixando mais de 70 mortos e cerca de 200 feridos.
Com a morte do ministro da Defesa, cresce a preocupação internacional sobre o avanço dos grupos armados e o futuro político do Mali.