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Luanda 15:11

As águas termais de Évian não bastaram para acalmar as tensões na cimeira do G7

As águas termais de Évian não bastaram para acalmar as tensões na cimeira do G7

O encontro que reúne as maiores economias ocidentais decorreu de segunda a quarta-feira na cidade alpina de Évian-les-Bains. Num comunicado conjunto, os líderes do G7 saudaram a “liderança firme” de Trump no acordo com o Irão e disseram-se unidos no “apoio inabalável à Ucrânia”, admitindo mais sanções à Rússia O brasão de armas de Évian-les-Bains serve de analogia interessante para evocar o estado da relação transatlântica: o de um grande peixe a engolir um pequeno. Apesar de o anúncio de um acordo com o Irão para a reabertura do estreito de Ormuz ter aliviado os parceiros europeus, as clivagens entre as duas margens do Atlântico mantêm-se acesas.O anfitrião – o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron – e os parceiros europeus conseguiram evitar o cenário de saída prematura do Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, como aconteceu em cimeiras anteriores, em 2025 e 2018, ambas no Canadá. Para isto, Macron organizou um jantar na quarta-feira no Palácio de Versalhes para celebrar os 250 anos da independência americana. Trump reagiu, dizendo: “Versalhes não é folha de ouro, é ouro de verdade”. O chanceler Friedrich Merz procurou também agradar o Presidente americano, oferecendo-lhe uma camisola da seleção alemã com o número 47, uma referência ao 47º Presidente americano.Para os analistas ouvidos pelo Expresso, o segundo mandato de Trump tem sido marcado por uma crise de confiança entre os aliados europeus e os EUA. As sucessivas ameaças de anexação da Gronelândia, território autónomo da Dinamarca, e o início das ofensivas ao Irão em fevereiro apanharam os europeus de surpresa.“Hoje há uma certa gravidade que vai além de uma simples questão de política e que se torna uma crise de confiança transatlântica: os parceiros internacionais dos EUA sempre valorizaram a previsibilidade de Washington, e essa previsibilidade tem sido escassa ao longo do último ano”, diz Ian Lesser, investigador do German Marshall Fund dos Estados Unidos e responsável pela delegação de Bruxelas deste ‘think tank’.

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