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Luanda 16:40

Bilhetes de passagem Cabinda para Luanda estão a custar 400 mil Kwanzas na TAAG

Bilhetes de passagem Cabinda para Luanda estão a custar 400 mil Kwanzas na TAAG

AGITA NEWS A apurou recentemente, que o povo de Cabinda, têm vivido uma situação de extrema complicação e de descontinuação territorial, obrigando aquele povo do enclave mais ao norte de Angola, a recorrer para as vizinhas Republicas do Congo e RDC, devido a dificuldades de transportes aérea.

Segundo o Padre Raul Tati, que critica a realidade socio-economico dos Cabindas, viver em Cabinda tornou-se um “verdadeiro inferno”, devido ao agravamento das dificuldades enfrentadas pela população.

“Apesar do clima ameno neste período do ano, viver em Cabinda, tornou-se um verdadeiro calvário, um inferno se quiserem”, começa o desabafo do Padre católico.

A denuncia foi manifesta neste fim de semana, em declarações ao AGITA NEWS, “Ora vejamos: quem quiser viajar hoje para Luanda pela Taag, a tal companhia de bandeira, só tem lugar disponível em Outubro próximo, ou desembolsar mais de 400 mil kwanzas em classe executiva, para bilhete pretensamente subvencionado pelo Governo! Em classe económica, só com esquema das agências mafiosas, com preços variáveis, de acordo com o estado da alma de quem atender, podendo chegar aos 100 mil kwanzas ou mais, quando oficialmente o preço ronda os 28 mil kwanzas! Para se acabar com o esquema da extorsão, acreditem, é só as agências passarem a ser propriedade de activistas”.

Apesar da inauguração da refinaria de Cabinda, em setembro do ano passado, o nado morto, ainda não produz nada, população ouvidas pelo AGITA NEWS, denunciam contrabandos de combustivéis por parte de alguns agentes da Polícia Nacional.

“As filas quilométricas a engalanarem quarteirões, para se adquirir meia dúzia de litros de gasóleo ou gasolina, tornou-se um exercício dantesco! Todavia a nossa refinaria, pomposamente, inaugurada em Serembro de 2025, por enquanto só está a refinar vento, pois, crude nem com binóculos”!

Em Cabinda, o Padre Raul Tati, questiona ainda se o BNA ainda tem a politica fiscalizadora dos bancos comerciais.

“É aceitável que um banco comercial cobre 300 mil (trezentos mil qwanzas), a título de taxa, para levantar 8 mil euros, dinheiro dele depositado? Não foi uma venda. Levantamento apenas. Essa quantia corresponde a cerca de 3 a 4 salários mínimos! Aconteceu com um parente meu, na semana transacta”.

O Padre lamenta, e diz que “Na justiça, temos hoje, infelizmente, tribunal que se especializou a exigir pagamento de preparos, para de imediato perdermos o rasto dos processos que deixam de ser vistos, em apreciados, muito menos decididos. Celeridade da justiça? É para se esquecer. Providências cautelares, acções de valor diminuto estão atolados há anos nos Cartórios. Quem tiver dúvida que venha buscar provas factuais. Não é, por isso, retórica. É o limite da decência”.

Na Administração Pública encontramos órgãos oligofrénicos, que não podem ou não sabem despachar uma petição de administrado. Sim, só isto leva essa gente a não despachar documentos durante 7 (sete) meses e, estupidamente, em redes sociais fazem campanhas, qual banho de cobra, de serem os melhores disto ou daquilo. Que nojo! Vão para…

Os processos entrados nas repartições públicas perdem-se no espaço de semanas. Ninguém os tem no lugar para responsabilizar essa cambada, alérgica às autarquias, mas os comités criam os verdadeiros jobs for the boys, e para as “vacas” também, diria um amigo.

O parque do Mbaca está a rebentar pelas costuras.

Acções policiais de duvidosa legalidade albergam centenas de viaturas durante dias, as chaves dos veículos são levadas pelo chefe ou comandante da unidade e para os soltar, podeis imaginar, mais do que o filme, o desfecho.

“Os supermercados praticam preços que só lembram o diabo. Justificação: transporte dos produtos de Luanda para Cabinda, passam pela República Democrática do Congo e aí os zairenses sobem a fasquia das taxas que cobram. Porto de Cabinda? Às Calendas Gregas”.

Raul Tati, conclui que ” Cabinda deixou de ser terra para se viver com dignidade. Se a cidadania é recusada, a condição humana, pelo menos, deveria ser objecto de um mínimo de atenção”.

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