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Luanda 11:37

Angola sob Vigilância: Novas Leis de Segurança Nacional Ameaçam Silenciar Jornalistas

Uma fotografia de forte impacto mostrando agentes da polícia angolana em uniformes azuis e coletes tácticos junto a uma viatura pickup branca. No centro, um homem à paisana é detido e inclinado por agentes, enquanto jornalistas e civis observam a cena. Ao fundo, um muro vermelho com inscrições.
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Mordaça em Angola: O Cerco Final à Liberdade de Imprensa

Em agosto, o presidente Lourenço assinou leis que restringem severamente as liberdades de imprensa, expressão e associação. A legislação não atende aos padrões internacionais de direitos humanos.

Restrições Legislativas Severas

Lei de Segurança Nacional

Autoriza forças de segurança a proibir transmissões de rádio (públicas ou privadas) e interromper serviços de telecomunicações sem ordem judicial.

Lei contra Vandalismo

Prevê penas de prisão de até 25 anos para participantes de protestos que resultem em vandalismo ou interrupção de serviços.

ALERTA DO CPJ (COMITÊ PARA A PROTEÇÃO DOS JORNALISTAS):
O Comitê afirma que estas leis expõem profissionais ao assédio, intimidação e censura estatal sistemática, fragilizando a democracia.

Repressão e Detenções Arbitrárias

A polícia deteve arbitrariamente ativistas e manifestantes pacíficos ao longo do ano. Em agosto, dezenas de manifestantes foram detidos por protestarem contra a nova lei de vandalismo. Jornalistas que cobriam os protestos foram detidos e tiveram seus equipamentos confiscados como forma de silenciamento.

“A relatora especial da ONU, Gina Romero, instou o governo a não adotar legislação que limite direitos fundamentais.”

Crise no Sistema Prisional

As prisões angolanas enfrentam superlotação crítica, operando acima da capacidade de 22.554 detentos com uma população de 24.068 pessoas. Relatos graves indicam abusos e negação deliberada de assistência médica a ativistas presos por “insultar o presidente”.

FONTE: Human Rights Watch
Analista de Integridade Digital: WebSegurit Angola
ESTADO: ALERTA CRÍTICO

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