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Luanda 14:08

INFILTRAÇÃO DOS AGENTES SECRETOS DO MPLA NA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE ANGOLA

INFILTRAÇÃO DOS AGENTES SECRETOS DO MPLA NA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE ANGOLA

Denúncia Crítica: AMEAÇAS DE MORTE E A INFILTRAÇÃO PARTIDÁRIA NA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE ANGOLA Uma grave denúncia pública acendeu o sinal de alerta sobre a liberdade de expressão, a segurança de líderes de opinião e a integridade das instituições de ensino superior em Angola. Através de uma série de posicionamentos contundentes nas redes sociais, foi exposto um suposto esquema de infiltração político-partidária na Universidade Católica de Angola (UCAN), acompanhado de táticas extremas de intimidação e violência psicológica.O Alvo e a Intimidação: Ameaças de Morte em Tempo RecordeO autor das publicações — cuja imagem institucionalizada e firmeidade podem ser associadas ao perfil de liderança jovem ilustrado na image_2f3ca0.jpg — relatou estar a ser alvo de um ataque coordenado logo após romper o seu silêncio digital. Após um período de ausência da plataforma Facebook, o regresso do ativista bastou para agitar redes invisíveis de censura.O estopim foi uma publicação genérica sinalizando a existência de uma suposta rede de corrupção e favorecimento — apelidada pelo denunciante como “a máfia da Universidade Católica de Angola”. A reação do submundo digital foi imediata e violenta:”Ontem, fiz uma publicação falando sobre a máfia da Universidade Católica de Angola. Hoje, às 8h, os covardes que se escondem por detrás de um perfil falso entraram em contacto comigo, enviando-me mensagens de ameaça de morte.”O dado mais alarmante deste episódio é o caráter preventivo da coação. As ameaças de morte foram desferidas antes mesmo de a investigação ou os detalhes concretos da matéria virem a público, demonstrando o pânico dos envolvidos em verem os seus nomes expostos.Infiltração do Regime e o Silêncio do CleroA denúncia atinge o coração da governância da UCAN, alegando que indivíduos ligados ao MPLA (partido no poder) estão a assumir o controlo estratégico da instituição com o alegado “consentimento do Ordinário do lugar” (a autoridade eclesiástica local).Segundo o texto, esta partidarização ameaça descaracterizar por completo a essência da universidade:Perda de Identidade Institucional: A continuar este processo de anexação ideológica, adverte-se que a instituição “de Católica só terá o nome”, perdendo os pilares históricos de prestígio, ciência e rigor académico.Mercantilização da Fé: O autor acusa uma fação de religiosos de usarem a estrutura e o nome sagrado da Igreja Católica unicamente como fachada para a acumulação ilícita de capital (“fazer dinheiro”), aproveitando-se da boa-fé, da ignorância e do fanatismo de parte dos fiéis.O Paralelo com o Passado: O Espectro do Assassinato de Dom OsórioPara fundamentar o perigo real que corre, o denunciante traçou um paralelo histórico sombrio, afirmando que determinados atores incrustados na Igreja não possuem temor a Deus ou crise de consciência, temendo apenas a luz da verdade sobre os seus atos.Na defesa acérrima de privilégios financeiros e políticos, o recurso à eliminação física de vozes dissidentes é apontado como uma prática recorrente, evocando diretamente como exemplo o trágico e por esclarecer assassinato de Dom Osório (bispo católico cuja morte chocou a sociedade civil no passado).”Na defesa de seus interesses maléficos, eles não têm remorso em matar quem ousar desvendar a máfia. Exemplo prático é o assassinato de Dom Osório.”Um Apelo à Solidariedade e ProteçãoA denúncia exposta nos links das redes sociais levanta um véu perigoso sobre a segurança de quem ousa escrutinar as relações de poder em Angola. Quando uma universidade de matriz religiosa — tradicionalmente um espaço de livre pensamento e refúgio ético — passa a ser apontada como palco de disputas políticas e ameaças de morte, toda a sociedade civil é chamada a intervir.É imperativo que as autoridades competentes e a própria Conferência Episcopal de Angola (CEAST) se pronunciem e garantam a integridade física de quem denuncia, sob pena de o silêncio ser interpretado como cumplicidade.

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