Vitória de Angola e Vitória da Transparência
Na Sessão Plenária da União Africana, Angola alcançou uma vitória expressiva, obtendo 113 votos na eleição disputada contra o candidato de Eswatini, que somou 64 votos, registando-se ainda 4 votos nulos e 3 abstenções, garantindo assim a quarta vice-presidência do Parlamento Africano.
Este triunfo, contudo, transcende os números. A Plenária tornou-se palco de um momento profundamente pedagógico sobre os valores essenciais da democracia e da transparência.
Perante uma decisão inicial da Presidência da Sessão de ordenar a saída da imprensa e do público, ergueu-se uma vigorosa contestação protagonizada por deputados de diversas nações africanas.
Foi notável observar que todas as intervenções defenderam o princípio inegociável de que os actos parlamentares devem ser acompanhados, sem restrições, pelos cidadãos.
O Presidente da Comissão Executiva da União Africana, demonstrando elevado sentido de liderança institucional, determinou o imediato reingresso da imprensa e do público, revertendo a decisão inicial.
Este gesto firme constitui um exemplo relevante para todo o continente africano, consolidando a ideia de que a transparência não é concessão do poder, mas sim um direito fundamental.
Angola sai desta sessão não apenas com uma vitória política, mas com a convicção reforçada de que o escrutínio público e a participação cidadã são pilares essenciais para democracias sólidas, participativas e modernas.