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Luanda 16:40

ANGOLA CUANZA SUL: FRANCISCO TEIXEIRA NÃO CHEGA DE REALIZAR O DIÁLOGO JUVENIL, APONTANDO POSSÍVEL BOICOTE POR PARTE DA JMPLA

Retrato do líder associativo Francisco Teixeira, Presidente do MEA, durante denúncia de suposto boicote ao Diálogo Juvenil no Cuanza Sul, alegadamente orquestrado pela JMPLA.

A Scc esteve presente hoje, na cidade do Sumbe, para participar e acompanhar o diálogo juvenil com Francisco Teixeira líder do MSM(Movimento Social para a Mudança), subordinado ao tema “Desafios e perspectivas da Juventude Angolana”, inicialmente previsto para decorrer no salão do Sinprof, tendo, por circunstâncias alheias à organização, sido transferido para o Hotel Sumbe.

Lamentavelmente, um espaço que deveria servir para a reflexão democrática, ao debate de ideias e à participação cívica da juventude foi marcado por actos de perturbação, desordem e manifestações de intolerância políticas, protagonizados por indivíduos identificados como militantes do MPLA ou seja braço Juvenil da JMPLA, incluindo grupos de militantes vindo de Porto Amboim, com intenções de boicotar a actividade.

A sociedade Civil Contestatária condena veementemente este tipo de comportamento, por representar um atentado ao pluralismo, à convivência democrática e ao direito dos cidadãos de participarem livremente em espaços de diálogo.

A juventude Angolana não pode continuar a ser instrumentalizada para intolerância, para a provocação ou para a sabotagem de iniciativas de participação cívica. O país precisa de jovens preparados para debater ideias, respeitar opiniões divergentes e construir soluções, e não de jovens mobilizados para promover hostilidade política.

Aos militantes do MPLA, em particular à sua juventude partidária, apelamos à serenidade, maturidade política e sentido de Estado.

Divergências políticas não devem transformar compatriotas em inimigos. A democracia fortalece-se no contraditório, não no silenciamento; no debate, não na intimidação.

Essas práticas devem ser abandonadas porque não ajudam Angola a crescer. Pelo contrário, atrasam a consolidação do Estado democrático, enfraquecem a cultura de tolerância e comprometem o papel transformador que a juventude deve assumir na construção do país.

A sociedade Civil Contestatária reafirma que Angola precisa de mais diálogo e menos confrontação; mais civismo e menos fanatismo; mais patriotismo e menos intolerância.

Exortamos todas as forças politicas e os seus militantes a respeitarem os espaços públicos de debate, a promoverem uma convivência pacífica e a compreenderem que pensar diferente não é crime, mas sim um direito consagrado.

O Teixeira é tão grande que conseguiu reverter o quadro deixando humilhados o braço juvenil do MPLA.

A juventude deve ser ponte para o futuro, e não instrumento de divisão.

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