Nelson Dembo, amplamente conhecido como “Gangsta” (ou Gangsta 77), é um destacado ativista social e político angolano, reconhecido pelas suas duras críticas ao governo do MPLA e ao Presidente João Lourenço.
Até abril de 2026, esta é a situação atual das suas atividades:
É o coordenador-geral do TODOS, um grupo de pressão cívica e movimento de protesto formado por vários ativistas angolanos para exigir reformas democráticas e justiça social.
Dembo tem sido frequentemente alvo das autoridades angolanas. No início de 2025, foi referido como estando entre os mais procurados pela polícia devido à sua retórica “incendiária” nas redes sociais e em plataformas de rádio como a Rádio Despertar.
Afirma frequentemente que Angola “não tem futuro” sob a atual administração e manifestou publicamente a necessidade de mudança política no país.
Alegou várias vezes que ele e a sua família correm perigo devido à intimidação política, atuando muitas vezes a partir do exterior do país ou escondido para evitar detenção.
Do Gueto à Governação: A Aliança Pela Liberdade em África
A verdadeira democracia não nasce apenas nos gabinetes de mármore das capitais; ela pulsa no coração das comunidades e na união daqueles que o sistema, por décadas, tentou silenciar. Recentemente, o Movimento TODOS marcou uma presença histórica no Centro de Estudos Africanos da Harvard University, em Cambridge, para acompanhar de perto a visão de Robert Kyagulanyi Ssentamu, mundialmente conhecido como Bobi Wine.
A Convergência de Dois Mundos
O que muitos chamam pejorativamente de “gangsta” ou “marginal”, nós reconhecemos como o sobrevivente. Bobi Wine, o “Ghetto President” do Uganda, provou que a voz que vem das ruas, alimentada pelo reggae e pela vivência periférica, é a ferramenta mais eficaz para desafiar regimes ditatoriais.
Em Angola e no Uganda, a luta é a mesma: retirar do poder estruturas que se perpetuam através do medo e da exclusão. Unir a vivência prática das ruas com a estratégia política não é apenas uma escolha, é uma necessidade.
Inclusão Radical
O Conhecimento de Causa: Quem sentiu na pele a opressão policial e a falta de serviços básicos possui a visão mais clara sobre onde o Estado falhou.
A Redenção Política: Transformar a coragem necessária para sobreviver às ruas em força de mobilização popular para derrubar ditaduras.
O Compromisso de Harvard a Washington DC
A nossa presença em Harvard foi um passo crucial para fortalecer a solidariedade continental. Estamos a aprimorar as ideias que definirão o caminho democrático de África, conectando a juventude indignada de Kampala com a resistência vibrante de Luanda.
Este esforço culminará no Fórum de Washington DC, nos dias 29 e 30 de maio, onde o grito será uníssono:
É URGENTE SALVARMOS O ESTADO DEMOCRÁTICO E DE DIREITOS EM ANGOLA!
A Voz das Ruas na Luta pela Liberdade
“A liberdade não é um presente dado pelo opressor, mas uma conquista de todos os oprimidos que decidem, finalmente, erguer a cabeça e exigir o seu lugar ao sol.”
A resistência não aceita rótulos. Quer venha do asfalto ou do musseque, a luta pela liberdade é feita de mãos dadas. O regime pode controlar as armas, mas não pode deter uma juventude que perdeu o medo e encontrou o seu propósito.