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Luanda 04:53

Grito das Bases: Militantes da UNITA em Luanda Cobram Transparência e Prestação de Contas

Cresce, no seio dos quadros e militantes de base da UNITA na província de Luanda, um sentimento de insatisfação relativamente à gestão política e financeira conduzida por Adriano Abel Sapinalã, secretário provincial do partido.

Segundo informações obtidas junto de militantes, durante os últimos três anos terão sido centralizadas ao nível do Secretariado Provincial receitas provenientes das quotas ordinárias dos membros, quotas dos integrantes dos órgãos partidários, contribuições de antigos combatentes das extintas FALA, bem como verbas resultantes do orçamento e dos subsídios destinados ao funcionamento das estruturas partidárias, apoio aos quadros, actividades políticas e despesas administrativas.

Os militantes afirmam existir a percepção de que as estruturas de base — municípios, comunas, zonas e sectores — não têm beneficiado de forma proporcional dos recursos arrecadados, encontrando-se muitas delas em situação de fragilidade financeira e com dificuldades para assegurar o normal funcionamento das suas actividades.

As atenções estão agora voltadas para a reunião de prestação de contas marcada para o próximo dia 13 de Junho de 2026, considerada por muitos militantes uma oportunidade para esclarecer dúvidas relacionadas com a gestão financeira e política do mandato de Adriano Sapinalã.

Entretanto, foram estabelecidos requisitos rigorosos para a participação no encontro, incluindo a obrigatoriedade de regularização das quotas ordinárias e das quotas dos membros do Comité Provincial até à data da realização da reunião.

Fontes ligadas ao partido referem ainda que alguns responsáveis terão sido orientados a evitar debates públicos sobre matérias constantes dos relatórios financeiros e políticos, remetendo eventuais esclarecimentos para contactos individuais com os responsáveis administrativos e financeiros.

Os sectores críticos da actual direcção provincial entendem que tais medidas poderão limitar a participação efectiva das bases e reduzir o espaço para uma avaliação abrangente do desempenho do Secretariado Provincial.

Outro aspecto apontado pelos militantes prende-se com as dificuldades económicas enfrentadas por muitos membros, situação que poderá condicionar a presença significativa de quadros de base na reunião, favorecendo uma maior participação de dirigentes e responsáveis dos escalões superiores da organização.

Face a este cenário, vários militantes defendem que o encontro do dia 13 de Junho deve constituir um espaço aberto, democrático e transparente, permitindo um debate franco sobre a situação interna do partido, a gestão dos recursos financeiros e os desafios políticos da província de Luanda.

Os mesmos apelam à direcção nacional da UNITA para acompanhar atentamente o processo, garantindo que as preocupações das bases sejam devidamente ouvidas e consideradas no quadro do fortalecimento interno da organização.

A reunião de prestação de contas gera elevadas expectativas e alguma controvérsia no seio da UNITA em Luanda, com quadros e militantes de base a exigirem maior transparência, prestação de contas, esclarecimentos sobre a gestão financeira e um reforço do apoio às estruturas de base.

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