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Luanda 14:57

Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, fez mais uma das suas peças de propaganda aumentando as suas décadas de falhanços estruturais

Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, fez mais uma das suas peças de propaganda aumentando as suas décadas de falhanços estruturais
Agita News – Denúncia: O Teatro da Energia de João Baptista Borges
Agita News A notícia que agita Angola

Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, fez mais uma das suas peças de propaganda aumentando as suas décadas de falhanços estruturais.

A Ilusão da Energia: Por trás do Memorando Angola-Brasil
Análise Editorial – Agita News: Redação Agita News

A recente assinatura de um Memorando de Entendimento entre Angola e o Brasil, realizada em Brasília, apresenta-se oficialmente como um “avanço estratégico” e um “eixo central de transformação”. No entanto, para quem vive a dura realidade das províncias angolanas, o documento rubricado pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, soa a mais uma peça de propaganda que tenta ocultar décadas de falhanços estruturais e investimentos sem retorno para a população.

1. O Contraste entre o Papel e a Realidade

Enquanto o comunicado oficial exalta a “resiliência dos sistemas eléctricos” e a “aceleração da transição energética”, o quotidiano do povo angolano continua marcado pela insuportabilidade. Desde a era pós-independência, o setor enfrenta uma crise crónica que paralisou a indústria e degrada a qualidade de vida das famílias. O intercâmbio com o programa brasileiro “Luz para Todos” é mencionado com entusiasmo em Brasília, mas omite-se o facto de que, em Angola, o acesso básico à eletricidade continua a ser um privilégio de poucos e uma miragem distante para a maioria dos cidadãos.

2. A Gestão e a Falta de Renovação

Um dos pontos mais críticos desta análise é a longevidade inexplicável de João Baptista Borges no cargo. No poder há cerca de 15 anos, o ministro sobrevive a sucessivas e graves denúncias de crimes de desvios de fundos e má gestão orçamental. Onde a propaganda estatal tenta vender “liderança estratégica”, os factos sugerem uma estagnação que beneficia elites instaladas em detrimento da infraestrutura nacional. De que servem novos acordos científicos e tecnológicos se a gestão dos recursos é corroída por práticas que impedem o investimento de chegar à ponta final — o candeeiro e a tomada do cidadão comum?

3. A Veracidade dos Dados: O Valor que falta ao Setor

Aplicando o rigor da análise de dados e os princípios de transparência, percebe-se que o “Valor” — um dos pilares que deveria mover o setor elétrico moderno — não está a ser entregue à sociedade. Bilhões de dólares foram canalizados para este setor ao longo dos anos, mas a Veracidade dos resultados é questionável quando os apagões continuam a ser a norma e não a exceção. A modernização institucional prometida neste novo memorando esbarra numa cultura de opacidade e impunidade que este jornal continuará a denunciar.

Conclusão

Angola não precisa de mais assinaturas de protocolo em Brasília ou de visitas de luxo a agências reguladoras estrangeiras para saber que o sistema interno está falido. O setor elétrico angolano necessita, urgentemente, de uma auditoria independente, de transparência radical e de uma governação que não esteja manchada por décadas de suspeitas e ineficiência técnica. O verdadeiro “Luz para Todos” em solo angolano só será possível quando a energia deixar de ser um instrumento de propaganda e passar a ser, finalmente, um direito garantido.

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