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Luanda 23:11

O Gestor “Eterno”: Celso Rosas e o Dilema da Renovação nos Portos de Angola

Celso Rosas: A "Omnipotência" no Porto do Lobito gera onda de críticas
ANÁLISE
O Gestor “Eterno”: Celso Rosas e o Dilema da Renovação nos Portos de Angola • Debate nacional sobre liderança, mérito e renovação nas empresas públicas • LOBITO, 01/04/2026
ANGOLA | ECONOMIA | GOVERNANÇA

O Gestor “Eterno”: Celso Rosas e o Dilema da Renovação nos Portos de Angola

LOBITO, 01/04/2026 – O que para a propaganda oficial da Empresa Portuária do Lobito é descrito como a ação de um “Gestor de Bom Coração”, para muitos cidadãos e observadores atentos é visto como um sintoma de um problema sistémico em Angola: a imobilidade das elites nas chefias das empresas públicas.

Celso Rosas, o atual PCA do Porto do Lobito, tornou-se recentemente o centro de uma acesa polémica digital. A imagem de Rosas a inaugurar viaturas com pompa e circunstância serviu de rastilho para queixas sobre a sua longevidade no poder. Relatos de cidadãos recordam que o gestor já ocupava cargos de topo, como a presidência do Porto de Luanda e da Unicarga, há mais de três décadas.

O cerne da crítica reside na aparente “omnipotência” das chefias. Como é possível que, num país com uma juventude tecnicamente qualificada e sedenta por oportunidades, os mesmos nomes circulem entre os conselhos de administração das empresas mais rentáveis do Estado durante 40 anos?

A indignação não vem apenas da oposição. Até mesmo vozes ligadas à base do partido no poder manifestam desconforto com a falta de renovação estratégica. Questiona-se se a permanência de figuras com histórico de problemas de saúde conhecidos não prejudica o dinamismo necessário para a gestão de infraestruturas críticas como os portos nacionais.

Enquanto a comunicação institucional tenta vender uma imagem de benevolência, a opinião pública parece exigir algo mais profundo: transparência, mérito e, acima de tudo, o fim das “lideranças vitalícias” que parecem destinadas a abandonar o cargo apenas por força maior. O caso Celso Rosas é, hoje, o rosto de um debate nacional sobre quem realmente gere o património dos angolanos.

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