Última Hora
Destaques do dia em Angola, África e no mundo. Análises, política, economia e investigação em tempo real. Agita News Oficial - informação rápida, forte e independente. Informação com impacto, rigor e presença editorial. Destaques do dia em Angola, África e no mundo.
Mercado
USD/AOA: 831,45 ▲ EUR/AOA: 906,10 ▼ PETRÓLEO BRENT: $82,35 ▲ OURO: $2.165,00 ▲ USD/IDR: 15.758,00 ▲ ZAR/AOA: 48,20 ▲ USD/AOA: 831,45 ▲ EUR/AOA: 906,10 ▼ PETRÓLEO BRENT: $82,35 ▲ OURO: $2.165,00 ▲
Luanda 18:12

Rotura com a Partidarização do Estado: Objectivo de Adalberto Costa Júnior Quando For Eleito Presidente da República de Angola em 2027

Adalberto Costa Júnior participa como orador numa conferência pública, discursando diante de uma audiência sobre reformas políticas e governação em Angola.

ROTURA COM A PARTIDARIZAÇÃO DO ESTADO | A nossa visão para Angola está acima de qualquer interesse partidário. A nossa visão para o país é olhar o angolano como angolano. Por isso, para os cargos e para o acesso à função pública, a condição primária será ser angolano. Para os cargos de chefia, a primeira avaliação será a competência.
Esta visão nasce da leitura profunda do que nos tem atrasado enquanto nação. A partidarização do Estado é tão nociva quanto a própria corrupção, porque é dela que brotam os males que nos consomem. É sob o guarda-chuva da partidarização que se abrigam a má governação, a impunidade, o nepotismo, o amiguismo e todos os “ismos” que transformaram o Estado em quintal de uns poucos e deixaram o povo à margem da sua própria esperança.
Quando o cartão de militante vale mais do que o saber, quando a fidelidade partidária substitui o mérito, o país adoece. E um país doente não cresce, não produz, não se ergue. Aliás, a partidarização das Instituições do Estado é tão nociva quanto a corrupção. Na verdade, é sua irmã gémea. Uma alimenta a outra. Juntas, fecharam as portas ao mérito e abriram-nas à mediocridade fidelizada. Juntas, transformaram o servidor público em servidor partidário. E o cidadão angolano, despido de cartão militante, foi empurrado para a condição de estrangeiro na sua própria terra. Ou seja, enquanto a função pública for tratada como prémio de militância, Angola continuará a sangrar talento e a premiar a fidelidade cega em vez do mérito.
A nossa visão rompe com essa lógica. Devolve o Estado a quem de direito: o povo angolano, na diversidade da sua competência e na riqueza do seu talento.
Desejamos para Angola a construção de um Estado onde o filho do camponês e o filho do ministro concorrem de igual para igual. Onde o que vale não é a quem se conhece, mas o que se sabe. Onde o guarda-chuva que cobre o cidadão é a lei, não o chefe.
É assim que governaremos.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *