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Luanda 12:41

Casal saarauí detido há mais de três meses no aeroporto de Guarulhos denuncia violação de direitos humanos

Casal saarauí detido há mais de três meses no aeroporto de Guarulhos denuncia violação de direitos humanos
MANCHETE INTERNACIONAL | AGITA NEWS

Casal saarauí detido há mais de três meses no aeroporto de Guarulhos denuncia violação de direitos humanos

Jovens vivem em condições precárias após alerta vermelho da Interpol baseado em denúncia contestada
Fonte: Hora do Povo | 29/04/2026

O jovem casal saarauí Mohamed Bouchana, de 32 anos, e Ibtissam Wiklandour, de 29, permanece retido desde 27 de janeiro na área restrita do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em condições descritas como extremamente precárias.

Há mais de três meses, vivem no aeroporto, dormindo em cadeiras e alimentando-se com refeições consideradas inadequadas.

Apesar de terem solicitado refúgio e obtido uma decisão liminar da Justiça Federal que impede a deportação imediata, o casal continua detido.

O caso levanta sérias preocupações sobre possível violação de direitos humanos em território brasileiro.

Acusação e controvérsia internacional

A permanência dos dois no aeroporto está associada a um alerta vermelho da Interpol, que, segundo os próprios envolvidos e apoiantes, teria origem numa denúncia contestada atribuída ao governo de Marrocos.

O casal afirma ser alvo de perseguição política devido à sua ligação com a causa da autodeterminação do povo saarauí.

Denúncias de violação de direitos humanos

“Trata-se de um grave caso de violação de direitos humanos. O casal apresenta sinais de subnutrição e exaustão.”

A denúncia foi feita por Monica Fonseca Severo, do Comitê de Solidariedade ao Povo Saarauí, que acompanha o caso e relata agravamento do estado físico e emocional dos jovens.

Segundo a professora, a situação de confinamento prolongado já provocou crises nervosas, febre e outros sintomas associados ao stress extremo.

“Não são criminosos. São pessoas que buscam viver e trabalhar em paz.”

Questões legais e diplomáticas

Especialistas apontam que o estatuto da Interpol proíbe intervenções de natureza política, o que levanta dúvidas sobre a legitimidade do alerta emitido.

O caso também levanta questionamentos sobre o papel das autoridades brasileiras diante de uma decisão judicial já favorável ao casal.

A situação expõe um impasse entre decisões judiciais, pressões internacionais e direitos humanos.

Organizações de solidariedade questionam se o Brasil irá manter a sua tradição de acolhimento ou se cederá a pressões externas.

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