ROTURA COM A PARTIDARIZAÇÃO DO ESTADO | A nossa visão para Angola está acima de qualquer interesse partidário. A nossa visão para o país é olhar o angolano como angolano. Por isso, para os cargos e para o acesso à função pública, a condição primária será ser angolano. Para os cargos de chefia, a primeira avaliação será a competência.
Esta visão nasce da leitura profunda do que nos tem atrasado enquanto nação. A partidarização do Estado é tão nociva quanto a própria corrupção, porque é dela que brotam os males que nos consomem. É sob o guarda-chuva da partidarização que se abrigam a má governação, a impunidade, o nepotismo, o amiguismo e todos os “ismos” que transformaram o Estado em quintal de uns poucos e deixaram o povo à margem da sua própria esperança.
Quando o cartão de militante vale mais do que o saber, quando a fidelidade partidária substitui o mérito, o país adoece. E um país doente não cresce, não produz, não se ergue. Aliás, a partidarização das Instituições do Estado é tão nociva quanto a corrupção. Na verdade, é sua irmã gémea. Uma alimenta a outra. Juntas, fecharam as portas ao mérito e abriram-nas à mediocridade fidelizada. Juntas, transformaram o servidor público em servidor partidário. E o cidadão angolano, despido de cartão militante, foi empurrado para a condição de estrangeiro na sua própria terra. Ou seja, enquanto a função pública for tratada como prémio de militância, Angola continuará a sangrar talento e a premiar a fidelidade cega em vez do mérito.
A nossa visão rompe com essa lógica. Devolve o Estado a quem de direito: o povo angolano, na diversidade da sua competência e na riqueza do seu talento.
Desejamos para Angola a construção de um Estado onde o filho do camponês e o filho do ministro concorrem de igual para igual. Onde o que vale não é a quem se conhece, mas o que se sabe. Onde o guarda-chuva que cobre o cidadão é a lei, não o chefe.
É assim que governaremos.
Rotura com a Partidarização do Estado: Objectivo de Adalberto Costa Júnior Quando For Eleito Presidente da República de Angola em 2027