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Luanda 06:00

MPLA por falta de poltica credivel agora esta usar mulheres sexis um desreito pela dignidade das Mulheres

MPLA por falta de poltica credivel agora esta usar mulheres sexis um desreito pela dignidade das Mulheres

Luanda – A inclusão de uma actuação musical com coreografias de cariz explicitamente sensual durante um acto público promovido pelo MPLA está a suscitar duras críticas e protestos em Angola. O momento, registado em vídeo num palco decorado com as cores e símbolos do partido governante, mostra uma jovem a dançar com vestuário reduzido perante a assistência, gerando acusações de objectificação e desrespeito à integridade da mulher angolana.

Para vários analistas e defensores dos direitos das mulheres, a utilização deste tipo de actuações em palcos políticos desvirtua a solenidade dos eventos partidários e contraria as dinâmicas de emancipação e valorização social do género feminino.

Reacções e Acusações de Instrumentalização

As críticas apontam directamente para a responsabilidade dos comités organizadores na selecção dos conteúdos culturais e recreativos apresentados à população. Detractores e membros da oposição afirmam que o recurso a exibições que enfatizam a sensualização do corpo feminino, em vez de focar o debate em propostas políticas ou na capacitação intelectual das cidadãs, constitui uma prática inaceitável que atenta contra os valores de respeito mútuo.

“É imperativo que as organizações políticas promovam o civismo e a dignidade da mulher, evitando a sua redução a meros instrumentos de entretenimento visual em comícios”, sublinhou um representante de uma associação local de defesa dos direitos humanos.

Até ao momento, não houve qualquer pronunciamento oficial por parte das estruturas de comunicação do MPLA ou da Organização da Mulher Angolana (OMA) relativamente ao enquadramento da referida actuação no programa do evento. O caso continua a alimentar uma discussão abrangente sobre os limites do entretenimento na política e os padrões de conduta exigidos às instituições públicas na preservação dos direitos e da imagem da mulher em Angola.

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