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Luanda 17:23

ANGOLA: LEI DO RETORNO CONDUTA MORAL EM POLÍTICA

Representação simbólica do debate sobre ética, moral e responsabilidade política em Angola envolvendo figuras do Estado e instituições públicas.
A LEI DO RETORNO — CONDUTA MORAL EM POLÍTICA
Opinião

A LEI DO RETORNO — CONDUTA MORAL EM POLÍTICA

Nos países civilizados, exige-se aos titulares dos poderes públicos uma conduta moral irrepreensível.

Nos países civilizados, exige-se aos candidatos a membros dos poderes Legislativo, Executivo e Judicial, uma conduta moral irrepreensível que deve perdurar durante o exercício da sua função. Nos países civilizados, caso um dirigente tenha algum problema familiar que ultrapasse a moral, ou a ética, que possa afectar não apenas a sua reputação, mas também o seu trabalho e a imagem da Nação, deve colocar o seu cargo a disposição. Caso contrário, se for apanhado em flagrante delito, ou se existirem fortes indícios, após apuramento de provas, deve ser exonerado. O cônjuge do acusado deve actuar de forma a evitar ou reduzir o seu próprio sofrimento, dos seus filhos, pais e evitar prejudicar a Nação, porque os intriguistas não vão parar. O problema é que nem sempre estão a altura para agir dessa forma. ⁠Não é fácil, mas “a roupa suja lava-se em casa”. O cantor Júlio Iglesias diz numa das suas canções, que “Foi mais feliz quem mais amou”, mas o nosso amor maior é o respeito por nós próprios, pelos nossos pais, pelos nossos filhos e pela nossa Pátria. ⁠⁠A “roupa suja” sobre a vida íntima do general Furtado continua a ser lavada “nas redes sociais”. Verificamos por via de áudios e vídeos informais que circulam postados pela suposta pessoa ofendida (não sei se existem mais), que não se faz qualquer referência a ter já movido um processo-crime contra o acusado e o resultado dessa acção. Num dos últimos vídeos, a suposta ofendida diz que foi chamada ao SIC, na sequência de eventual participação do general Furtado, mas mandaram-na em liberdade. De imediato viajou para o exterior, onde se sente, possivelmente, mais à vontade, para fazer os seus áudios e vídeos. A verdade é que os áudios e vídeos sobre a vida íntima do acusado existiam e seria necessário concluir as perícias. A esse respeito, a queixosa não nos parece clara, no que respeita a um determinado teste. ⁠⁠Mantenho a convicção de que o general Furtado, à semelhança do general Fernando Garcia Miala não tem base, visão e nem estratégia para estarem a frente da Segurança de Estado de um país como Angola, saído de um longo conflito, com três longas fronteiras terrestres e uma costa marítima extensa vulnerável, e mal fiscalizada. ⁠Todavia, sou contra possíveis cabalas, contra possíveis alvos políticos a abater, quem sabe se no quadro de pura competição ou jogo de corredores. Até ser provado, deve dar-se o benefício da dúvida ao acusado, tal como quando quem quer que seja, venha as redes sociais fazer acusações. As eventuais “fake news” não devem apenas ser más quando são contra o Presidente da República. Nesse caso, antes do Presidente nomear alguém para o Executivo ou para o seu Gabinete, ou confirmar algum magistrado superior, deveria exigir-se que se fizessem testes, conforme norma nas empresas multinacionais e nas Nações Unidas. Dever-se-ia também apurar, no caso dos seropositivos, quantas vítimas contaminaram, porque a acontecer, conscientemente, constitui crime. ⁠Que fique bem claro, que não pretendo de forma alguma defender o general Furtado, que, não obstante, tenha sido um bom combatente (não de Gabinete), não deu provas de estar à altura das altas funções para as quais havia sido nomeado. ⁠⁠A pior e a mais nojenta das missões do general Furtado, foi ter feito caça ao corpo moribundo do Presidente José Eduardo dos Santos, que aparentemente é odiado pelo general Miala e pelo Presidente da República. Nessa sua missão, correu com a primogénita de José Eduardo dos Santos, que era quem pagava a renda da casa, assim como os seus dois filhos que consigo coabitavam em Espanha. Substitui-os por pessoas que o Presidente José Eduardo dos Santos não queria ver, e raptaram o corpo dos filhos que sempre estiveram com ele. Inclusive, desinformaram a sua irmã sobre a hora da saída do voo de Barcelona. Mais grave ainda, foi terem impedido que os seus filhos o visitassem nos últimos dias de vida no leito de morte, no hospital onde se encontrava internado. ⁠Pronuncio-me unicamente como cidadã, advogada e patriota imparcial, que não corrobora com intrigas, sejam ou não políticas, por ter a felicidade de ter tido “berço”, que agradece aos seus queridos pais. Mas, factos são factos.

Nos países civilizados, exige-se aos candidatos aos poderes Legislativo, Executivo e Judicial uma conduta moral compatível com a responsabilidade das funções que exercem.

Quando um dirigente enfrenta problemas pessoais ou familiares que possam afectar a sua reputação, o desempenho das suas funções ou a imagem da Nação, espera-se que coloque o cargo à disposição.

“A roupa suja lava-se em casa.”

A autora defende que questões íntimas transformadas em escândalos públicos acabam por atingir não apenas os envolvidos, mas também os seus familiares e a credibilidade das instituições.

Os áudios e vídeos relacionados com a vida privada do general Furtado continuam a circular nas redes sociais, alimentando polémicas e especulações públicas.

Segundo o texto, até ao momento não existem informações claras sobre eventuais processos-crime ou conclusões oficiais sobre as acusações divulgadas.

A autora afirma manter a convicção de que o general Furtado, tal como o general Fernando Garcia Miala, não demonstrou visão estratégica suficiente para liderar áreas sensíveis da Segurança de Estado em Angola.

Ainda assim, rejeita possíveis cabalas políticas ou campanhas organizadas para destruir reputações sem provas conclusivas.

“As fake news não devem ser más apenas quando atingem o Presidente da República.”

O texto sugere igualmente que altos dirigentes públicos deveriam ser submetidos a critérios rigorosos de avaliação ética e moral antes de assumirem cargos de elevada responsabilidade.

A autora critica também alegadas actuações relacionadas com os últimos dias de vida do antigo Presidente José Eduardo dos Santos, acusando figuras do aparelho de Estado de terem afastado familiares próximos do ex-chefe de Estado.

Por fim, Maria Luísa Abrantes esclarece que escreve apenas como cidadã, advogada e patriota, afirmando não apoiar intrigas políticas, mas defendendo o direito à verdade e à responsabilização pública.

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