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Luanda 16:12

Milucha revela que “várias pessoas vivas” foram incluídas na lista dos mortos do 27 de Maio

Jurista Maria Luísa Abrantes comentando o processo de identificação das vítimas ligadas aos acontecimentos de 27 de Maio de 1977 em Angola.
Milucha revela que “várias pessoas vivas” foram incluídas na lista dos mortos do 27 de Maio
Política

Milucha revela que “várias pessoas vivas” foram incluídas na lista dos mortos do 27 de Maio

Jurista levanta dúvidas sobre o processo de identificação e entrega das ossadas ligadas aos acontecimentos de 1977.

Luanda | Fonte: Club-k.net

A jurista e académica Maria Luísa Abrantes manifestou preocupação com a forma como está a ser conduzido o processo de identificação e entrega das ossadas de vítimas relacionadas com os acontecimentos de 27 de Maio de 1977.

Num texto divulgado publicamente, Maria Luísa Abrantes afirmou que desde 1977 é do conhecimento geral que uma das maiores valas comuns utilizadas para enterrar militares e civis executados após a tentativa de golpe de Estado localiza-se no Cemitério do 14, em Luanda.

“A alegada descoberta das ossadas apenas agora levanta várias dúvidas.”

A académica considera importante que as famílias tenham acesso à verdade sobre o paradeiro dos seus familiares, mas questiona o momento político em que o processo foi tornado público.

Segundo Maria Luísa Abrantes, poderá existir uma possível ligação entre a divulgação da entrega das ossadas e o recente comunicado do Bureau Político do MPLA sobre a recandidatura de João Lourenço.

A jurista criticou igualmente alegadas falhas no processo de identificação das vítimas, afirmando que “várias pessoas vivas” teriam sido incluídas na lista oficial dos mortos.

Outro ponto levantado pela académica refere-se às ossadas de jovens alegadamente executados na província do Moxico que teriam sido encontradas em Luanda.

Maria Luísa Abrantes considera que o contexto histórico da época levanta dúvidas sobre essa possibilidade.

“O sofrimento das famílias não deve ser utilizado para fins políticos.”

A jurista questionou ainda as circunstâncias das execuções ocorridas nas imediações da Barra do Kwanza, considerando “dúbio” que todos os corpos tenham dado à costa e sido enterrados numa única vala comum.

No texto, a académica defende um tratamento mais rigoroso, transparente e sensível do processo de localização, identificação e entrega das ossadas às famílias das vítimas do 27 de Maio.

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